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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013


Ontem estava lendo o blog do Vitamina Publicitária e me identifiquei pra caramba, como analista de mídias sociais, com a temática abordada: "Monotemáticos e panfletagem de trabalho" e cá estou para compartilhar e saber o que vocês acham desse assunto tão controverso.

Gerenciamento e análise de mídias sociais é um mercado novo e em expansão. As estratégias e diretrizes para tornar o seu negócio um sucesso de interação, ainda tem alguns mistérios, pelo o menos da minha parte. Novata na área com apenas um ano nesse ambiente digital e pra você que como essa que vos fala, tem suas dúvidas do que vai ou não funcionar, e pra isso, devemos trabalhar a humildade de assumir que não sabemos de tudo. Não é vergonha pedir auxílio de quem estudou e sabe mais que nós, procurar o que já foi feito e resultados bacanas de quem trabalha na área. É um canto novo e para alcançar resultados, é bacana ter com quem contar, né verdade?

O mal de boa parte dos clientes é por que quando nós olham sentados naqueles cubículos fuçando fotos para as postagens, "bulindo" no facebook, parece fácil, brincadeira de criança e fica aquela pergunta: "Por que pagar por algo que eu mesmo posso fazer?"

Vejo inúmeros exemplos de redes mal cuidadas por aí. Kibe de matéria ou postagem, compartilhamento de conteúdo irrelevante e que não faz parte do universo do cliente, muito panfleto institucional buscando vender produtos e serviços e não deixo de pensar... Se panfleto não dá certo nem ao vivo, por que funcionaria em um ambiente onde vamos nos refugiar de nossas correrias diárias?
Ambiente virtual não é só loja e vendas (pode até ser, mas não fica limitado a isso), mas um espaço para trabalhar o relacionamento com o cliente. Quem são eles? Onde estão? Do que gostam? Levantar informações relevantes sobre o universo dessas pessoas que podem tornar o conteúdo mais atraente e promover maior interação. 


O cliente não entende. Quer resultados. Quer mais amigos. Quer mais curtidor. Quer mais comentários. E a relação com o público dele é secundário. Se o cliente não liga para o que seus consumidores e prospects querem... Por que o público se mobilizaria para interagir com as postagens? É uma via de duas mãos. Não adianta nada ter várias postagens todos os dias com o conteúdo monótono, institucional e de venda de produtos, se as pessoas passam os olhos pelas postagens e rapidamente saem da sua página.


O público quer ser querido, amado e lembrado. Como disse o Blog Vitamina Publicitária:

"Tente pensar nisso como um happy hour da sua empresa. Se você só fala de trabalho…


Cuidado para não acabar falando sozinho ;D"

Ainda digo mais... Copiar ou gerar conteúdo que não tem nada a ver com o segmento em que atua, não ter disciplina para manter-se dentro de uma programação é receita certa para o fracasso. Enfim, pessoas, conversem, troquem ideias e palpites. Sou toda ombros e ouvidos ;)

quarta-feira, 28 de novembro de 2012




As duas coisas. É isso que exigem as vagas quando procuram por profissionais responsáveis pelas mídias sociais de uma empresa ou agência. Uma característica não elimina a outra. Não há como ter vocação sem saber explorá-las ao máximo, e não há como usá-las como oportunidade se não tiver vocação.

A questão não é discutir a formação desse profissional, que geralmente provém dos cursos de comunicação social: jornalismo, publicidade, relações públicas, marketing e afins. O grande tabu para os recrutadores é saber até que ponto o profissional está apto a exercer aquela função sendo apenas um usuário ativo das redes sociais, o que é muito comum entre os jovens e os novos profissionais do mercado.

Profissionais recém formados ou estagiários ativos nas mídias sociais têm sido uma estratégia eficaz (e de mão de obra barata) para atualização de contas das empresas que deveriam, inclusive, oferecer cursos aos interessados na área para que possam se profissionalizar e se tornarem seniores no assunto. Não é necessário um “dom” ou aptidão garantida no DNA desse profissional, entretanto, o profissional de mídias sociais é alguém com vocação para marketing e relacionamento. Não é vender sem saber se relacionar, nem se relacionar sem saber engajar.

As empresas precisam entender que são novas ferramentas, mas que o profissional precisa ser tão – se não mais – bem qualificado como um gerente de marketing. As marcas estão mais expostas, a reputação da empresa está mais “vendida” e o cuidado com a imagem cresceu sem limites. Mesmo que você não faça propaganda, os usuários estão fazendo por você ou estão queimando o seu filme nos canais.

Você faz o que você gosta?

Usar o Facebook para falar com os amigos, ser ativista em grupos sociais e líder de opinião não faz de você um social media. Se você trabalha com isso porque é bom em relacionamento apenas, está na hora de rever os seus conceitos.

O profissional de mídias sociais tem funções muito além do entretenimento nas redes sociais. Ele é quem lida com o lado “problemático” da coisa e, muitas vezes, é o responsável pelo gerenciamento de crises, monitoramento de comentários, engajamento de usuários, mapeamento de atores, mensurador de resultados, planejador de campanhas etc. Essas tarefas exigem experiência e um jogo de cintura que até mesmo um psicólogo social poderia resolver.

Reveja seus conceitos, veja se está pronto para os desafios e se você é bom em relacionamento e gerenciamento de crises. Não prometa ao seu chefe “bombar” no Facebook sem saber o que fazer se a estratégia der errado. Se tem vocação, profissionalize-se. Se ainda vê simplesmente como entretenimento, veja se está fazendo realmente o que você gosta.

Com informações de Cínthia DeMaria, colunista de blogmidia8