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quinta-feira, 16 de maio de 2013

© Marvel (Wikicommons, Sam Howzit).

Fãs, colecionadores, curiosos, a lista de pessoas que adquirem os produtos Marvel e vivem sua realidade é imensa. Seja pelos produtos, pelo entretenimento ou pela ideologia, a marca é sinônimo de sucesso. Mais do que isso, é um dos mais bem sucedidos elementos da indústria cultural.


Entender a lógica por trás da cultura pop é algo bem complicado. Não é à toa que vários especialistas e intelectuais teorizam este fenômeno da sociedade moderna com pesquisas, anagramas e análises sem fim. Apesar disto, no meio deste mar de manifestações kitsch e cultos uma delas se destaca, em parte por ser tão antiga e famosa quanto a Coca-Cola, em parte por ser tão poderosa economicamente quanto a franquia de Star Wars e em parte por ser tão influente quanto a Pop Art. Mais do que um mundo criativo e conhecido, este é o Universo Marvel.

© Marvel (Wikicommons, Pop Culture Geek).
Esta marca titã das histórias em quadrinhos começou a tomar ares de império quando Stan Lee revolucionou a pequena Timely Comics. Sua criação de um novo conceito de heróis e vilões com personalidades, emoções e motivações humanas e complexas na década de 60 foi responsável por tornar seu nome e o nome da editora em sinônimo de sucesso. Mas nem o Homem-Aranha, o Hulk, o Homem de Ferro ou qualquer outro personagem icônico poderiam esperar pelo que viria a seguir. A Marvel se tornou tão popular e lucrativa que transcendeu as HQs e passou a conquistar jovens e adultos pelos mais variados meios.


Dentro deste contexto, é possível citar o ano de 1981 entre um dos marcos da mega empresa: foi quando adquiriu a DePatie-Freleng Enterprises e começou a produzir desenhos animados, virando Marvel Productions Inc. No início, suas séries não eram protagonizadas pelas super criações que tinha, mas com o tempo a TV seria dominada pelo Quarteto Fantástico, os X-Men, os Vingadores e, claro, seus respectivos rivais. Bom, daí para todos virarem camisetas, bonecos, acessórios e todo o tipo de colecionáveis não demorou muito. Afinal, a indústria cultural não é de perder tempo e, além disto, é especialista em fomentar o consumo de modismos.

© Marvel (Wikicommons, Pop Culture Geek).
Naturalmente, das telinhas residenciais a Marvel também passou a para as telonas do cinema. No início dos anos 2000, uma parceria se formava com Hollywood, resultando em muitos longas-metragens de sucesso nos anos seguintes. Novas gerações conheciam ídolos clássicos reformulados, o que subiu sua popularidade novamente. Rapidamente, vários eventos grandes nerds e pops como a Comic Con americana traziam em seus corredores pessoas encarnando o Quarteto Fantástico, o Capitão América, o Motoqueiro Fantasma entre outros. Até os caras maus como o Dr. Doom, o Magneto e o Duende Verde conquistaram admiradores.

E depois de criar várias realidades paralelas de interação com seu mundo, qual seria o próximo passo do conglomerado? Fazer com que os fãs entrassem nele, naturalmente. Aproveitando o boom dos jogos eletrônicos, a editora estendeu os seus tentáculos para este novo mercado, no melhor estilo Doctor Octopus. Como resultado, mais um capítulo multimilionário se iniciava em seu livro. Vários títulos bem-sucedidos em todas as plataformas como Marvel VS Capcom e Marvel Ultimate Aliance fisgavam mais uma leva de entusiastas. Isso sem contar os games baseados em filmes e títulos à parte, dedicados a heróis mais apreciados pelos fãs.



Hoje a marca pertence à Walt Disney Company, que a comprou por quatro bilhões de dólares em 2009. Mas nem por isso este empreendimento deixa de prosperar, visto que seus mais de 5000 personagens (número que cresce até hoje) continuam fazendo história. A prova está nos pequenos agrados para os fãs, que podem entrar no mundo Marvel gratuitamente em jogos na internet, ganhar inúmeras vantagens participando de seu fã clube e visitar os mais fantásticos parques temáticos ao redor do mundo. Seja como for, enquanto a indústria cultural estiver de pé, este universo permanecerá vivo dentro do imaginário nerd e pop.

Com informações de Arte & Idéias
Texto de: Jeferson Scholz 


segunda-feira, 29 de abril de 2013

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Edward Munch, Andy Warhol, Grant Wood, Johannes Vermeer, Edward Hopper, entre outros, viram as suas telas transformadas em peças de Lego pelo italiano Marco Pece. O brinquedo que atravessou gerações faz agora parte de construções que foram fotografadas e apresentadas em várias exposições em Itália.


O Lego chegou às Belas Artes pelas mãos de Marco Pece. O artista italiano de Turim reconstruiu cenas de telas famosas usando e adaptando peças de Lego. Apelando à nostalgia de várias gerações, o famoso brinquedo é usado pelo artista de 58 anos como forma de expressão para espelhar a obra de artistas que fizeram história ao longo dos séculos.


Pece usa uma composição própria das cenas, tendo em conta as personagens, os cenários e as cores no seu conjunto. Quando o seu trabalho de montagem está concluído, é altura de fotografar na posição correcta, usando a iluminação adequada. É que é a fotografia o resultado final que se mantém para a posteridade e que é apresentada em diversas exposições. Em Itália, as suas mostras individuais já passaram por Bergamo ("Monna LEGO"), La Spezia ("L'Ego - Construzioni") e Torino ("L'uomo e L'Ego").



Além das peças de Lego, Pece usa outros materiais como tecido, tintas e cordas. As telas que recria são escolhidas a dedo e pertencem a pintores famosos. O resultado final são as imagens que podemos ver.
De Edward Hopper, Pece escolheu "Nighthawks", uma obra emblemática do artista norte-americano, conhecido por retratar a vida americana moderna da primeira parte do século XX. Aqui, "Nighthawks" representa não só alguém que fica acordado até tarde, mas também a sua solidão e individualismo. Terminada em 1942, esta tela foi imediatamente vendida ao Art Institut of Chicago, onde ainda se encontra hoje.



"O Casal Arnolfini" do flamengo Jan van Eyck tranformou-se também numa obra em peças de Lego. Terminada em 1434, a tela representa o comerciante Giovanni Arnolfini e a sua esposa na sua residência de Bruges (Bélgica). Entre as várias teorias que existem acerca deste quadro, bastante inovador para a época, a predominante é a que afirma que se trata de uma cena do matrimónio secreto do casal. Segundo consta, o pintor flamengo foi um dos convidados secretos do evento e daí a inscrição em latim Johannes de Eyck fuit hic (Jan van Eyck esteve aqui) por cima do espelho que há entre o casal.



O pintor italiano Francesco Hayez e o seu "Beijo" (1859), hoje na Pinacoteca di Brera, em Milão, também foram escolhidos por Pece. Pintado no século XIX, esta foi uma das primeiras vezes em que o beijo aparece representado com tanto destaque nas Belas Artes do mundo ocidental.


Outras obras de artistas famosos foram também recriadas por Pece: Andy Warhol, Edward Munch, Grant Wood, Johannes Vermeer, Raffaello e Leonardo da Vinci são alguns deles. Veja o site do artista.


Fotografia: Marco Pece
Fonte: Obvious Magazine



terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

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Won Park é artesão de Honolulu (Hawaii) especializado em produzir coisas de papel. E quando se fala em trabalhar com papel, é difícil escapar do origami. Park faz uma série de coisas além das famosas dobraduras japonesas, mas seus origamis estão chamando a atenção em seu perfil do site Deviantart, são dois os motivos: (1) ele é muito bom no que faz e (2) resolveu utilizar dinheiro no lugar de papel convencional.


Foi uma maneira que Park encontrou de chamar a atenção, e deu certo. E não há nenhum tipo de desperdício de dinheiro aqui, não só porque o resultado é bem legal, mas também pelo fato de que ele ainda poderá utilizar as notas – agora com novos formatos – para pagar coisas. Seria comédia!








Com informações de "Somente coisas legais" (BLOG)